quarta-feira, dezembro 13, 2006

Post - The Making Of

Faz já algum tempo desde o último post neste blog. E é por isso que eu achei que seria melhor deixar cair a máscara de uma vez por todas.

Ao contrário de outros blogs 'pessoais', o Gente Feliz Com Lágrimas tem um staff de cerca de vinte pessoas. Todas as semanas o Presidente/CEO/Director Criativo, Flávio, dirige uma reunião onde novas ideias são expostas. Algumas ideias como, Adoro Queijo e Quero Fazer Amor Com Ele, são imediatamente rejeitadas para nunca mais virem a ser mencionadas. A outras como o já famoso, Também há Gente Feliz Podre de Rica, é dada a luz verde.


É aqui que entra em acção a equipa de escritores. Verdade seja dida, não existe ninguém chamado Florence Nightingale. São apenas as iniciais dos fundadores da empresa: Flávio, Luís, Orestes, Remington, Escliney, Nuno, Catarino, Evander, Ninó, Inginmarson, Gualter, Hélder, Tinaia, Ibís, Narco, Golfiño, Alberto, Lucas e Evaristo.

Uma vez que um projecto é designado para a equipa de escritores, cada um vai para o seu escritório individual jogar Playstation e ver porno na net. Isto prolonga-se por uma semana. Ao terminar os primeiros rascunhos os escritores enviam-nos para o Flávio.

Flávio lê todos e marca o seu preferido com uma estrela dourada. Esse rascunho é colado na porta do frigorífico para todos o poderem ver. Ao escritor são dados dez euros para gastar em gomas e livros de banda desenhada.

Após o escritor vencedor receber o devido mérito e todas as suas gomas forem consumidas, e só após isto, o rascunho é enviado para os escritores principais. Eles lêm-no uma vez, cospem-lhe em cima, deitam-lhe fogo e atiram-no pela janela.

Assim que o rascunho sai pela janela, em chamas, os escritores principais lutam um contra o outro para decidir quem irá escrever o rascunho final. Isto pode durar algumas horas. A primeira regra da Luta do Rascunho Final é que não há regras na Luta do Rascunho Final. Tudo é permitido, até partires uma cadeira nas costas do teu adversário/colega-escritor. Uma vez que as cadeiras no escritório são feitas de marfim, temos perdido alguns bons escritores ao longo dos tempos. E algumas boas cadeiras também...

Mal um dos escritores tenha perdido consciência, o outro é considerado vencedor. A não ser , claro, que os dois tenham perdido consciência. Acontecendo isto - e acontece em variadas ocasiões - os dois escritores são afastados do projecto e humilhados em praça pública, ao serem obrigados a usar as suas cuecas do avesso durante uma semana.

Eventualmente, o rascunho final acaba por ser escrito e entregue ao director da secção de prospecção de mercado, Orestes. Orestes tenta então convencer Flávio a mencionar alguém como Britney Spears no post, uma vez que isto irá aumentar os níveis do blog nas procuras no Google. Especialmente se usarmos a frase "Britney Spears Naked". Flávio custuma rejeitar este tipo de esquemas uma vez que usar o nome de Britney Spears iria conspurcar a integridade do trabalho original. Britney Spears. Britney Spears. Britney Spears. Britney Spears . K-Fed. K-Fed. K-Fed.

Finalmente, depois de todos estes passos, o post está pronto para ser publicado. Porquê que nos damos a tanto trabalho por causa de um blog de merda que nem sequer tem publicidade ou qualquer outro tipo de receitas? Hum... Boa Pergunta. Que se foda esta merda. Estão todos despedidos!!!!

Ah! E mais uma coisa: Britney Spears. Britney Spears . Naked. Teens. Porn. Dogs eating pussy.

quarta-feira, maio 17, 2006

Pérolas a Porcos

Decidi expor algumas das minhas ideias para filmes, que Hollywood pode ou não aproveitar. Como escritor, eu geralmente, sou bastante protector relativamente às minhas ideias. Mas por outro lado, quem sou eu para privar os outros da minha genialidade? Florence Nightingale, muito prazer. Ah era uma pergunta retórica? Pois...

De qualquer maneira, era impossível eu escrever um guião para todas as ideias que me vêem à cabeça. Dito isto, estejam à vontade para usar estas ideias que se seguem como sendo vossas. A única coisa que vos peço é que nos créditos finais apareça escrito: "Da mente brilhante de Florence Nightingale".

O Porco, o Barco e um Homem chamado Mescalito
Há um porco, certo? Certo. E há um barco, certo? Certo. É só um barco pequeno, tipo um bote. No entanto, tenham bem presente que o porco não é uma daqueles porcos feitos digitalmente e que falam. É só um porco normal. A única caracteristíca especial que ele tem , é o facto de estar a usar um daqueles chapéuzinhos de duende, que está preso à sua cabeça com um elástico. De qualquer maneira, a maior parte do filme só vemos o porco a andar pelo barco a fazer aqueles barulhos de porco e a chafurdar-se na sua porcaria (nota: assegurem-se que há lama no barco). perto do fim do filme, o porco chega finalmente a terra. Um homem está lá à sua espera. Esse homem chama-se Pedro Radcliff. E não Mescalito. Percebem? Está toda a gente à espera que ele se chame Mescalito, mas não, o seu nome é Pedro Radcliff. É este o grande volte-face.

A Princesa Lésbica
A princesa Liliana tem 25 anos e continua solteira. Ela é podre de boa e passa os dias com as suas aias nas traseiras dos jardins reais. Ela também gosta de tomar banhos. Banhos perfumados. Com as aias...
Continuando, ela descobre que o seu pai, que por acaso é o Rei, fez o arranjinho para ela se casar com o príncipe Joaquim. Surpreendentemente a princesa Liliana protesta. Mas porquê? Não pode ser pelo aspecto físico do príncipe Joaquim, ele é um pão máximo.
Pois, parece que a irmã do príncipe Joaquim, a princesa Miriam é uma lésbica da pior espécie. A princesa Liliana? Essa não passa de uma cabra homofóbica.
Cá está! Novamente o volte-face. Pensava que a Princesa lésbica era a Liliana e tudo apontava para isso. Mas não... Eu chamo a isto o efeito Karl Novacek (proeminente realizador checoslovaco dos anos 30, que causou a morte a várias pessoas que viram os seus filmes - isto deve dar-vos uma ideia de quão fortes eram os seus volte-faces)

O Efeito Placebo
Jorge Hermano trabalha no hospital local como farmacêutico. Enfadado com o seu trabalho, um dia ele decide substituir os remédios de todos os doentes por simple rebuçados. Todos os doentes tomam a sua medicação, e antes que pudessem dizer: "nunca me senti melhor", o seu estado de saúde começa rapidamente a deteriorar-se. Alguns morrem passados poucos dias, outros sofrem durante meses. À medida que os sintomas dos pacientes vão piorando, os médicos subscrevem diferentes medicações, apenas para mais tarde estas serem substituídas por outro placebo por Jorge Hermano. Muitos anos mais tarde, as autoridades, finalmente relacionam a causa de todas as mortes a Jorge. Eles vão ao hospital para prender o farmacêutico, mas antes que o pudessem deter, ele rapidamente agarra uma mão cheio de comprimidos e ingere-os. Como já estarão à espera, os comprimidos não passam de placebos. No entanto, ele morre instantaneamente.
Esse é o efeito placebo!

Cheio
Raúl é um técnico oficial de contas que ambiciona tornar-se no maior comedor competitivo do mundo.Claro que ele tem de superar vários obstáculos para conseguir o seu objectivo. Primeiro, ele tem um metro e sessenta e pesa apenas cinquenta e dois kilos. Ele é também um vegetariano e sofre de um síndrome que lhe irrita a garganta. Mas Raúl está determinado a atingir os seus objectivos.
Depois de processar uma conhecida cadeia de cachorros quentes, ele vence uma competição de comer cachorros sem comer um único cachorro. O mínimo que se pode dizer é que este sucesso lhe subiu à cabeça, pois a seguir a isto, Raúl decidiu inscrever-se numa concurso para comer chili que iria decorrer numa hacienda muita famosa. O problema é que ele morre devido a um derrame interno, após comer apenas uma garfada.

Bem, isto deve chegar-vos para se iniciarem no mundo de Hollywood. Desfrutem da fama e glória porporcionadas por mim.

quarta-feira, março 08, 2006

Grande Estupidez

De vez em quando eu faço coisas realmente estupidas. Não... a sério, acreditem na minha palavra. Ou melhor ainda, vou dar-vos um exemplo.

No outro dia dirigia-me ao supermercado para comprar um pacote de batatas fritas, quando de repente pus na cabeça que eles não iam ter a minha marca preferida, que obviamente é Sr. Basílio.

Então eu disse para mim mesmo: "Aposto que não há batatas Sr. Basílio!". Ao que eu respondi: "Ai não? Quanto é que vale uma aposta?", e sem pensar eu respondi: "Dois milhões de dólares (dá mais style apostar em dólares, não sei porquê, mas demostra um savoir-faire, um certo je ne sais quoi... já não sei de que é que estou a falar)!". "Tá apostado" - respondi eu.

Chegando ao corredor dos aperitivos, deparo-me com móvel gigante cheio de batatas Sr. Basílio, era uma daquelas promoções. E é aí que eu digo: "Paga o que deves!", eu disse-lhe com desprezo: "Claro..." e caguei no gajo, que por acaso até era eu (isto já começa a ficar confuso).

De qualquer maneira, fui para casa, e lá estava eu a ver televisão e a comer as minhas batatas Sr. Basílio, quando de repente toca o telefone. Adivinhem quem era. Sim era eu...

- Eu e tu temos assuntos para tratar!
- Desculpa...
- Sim, qualquer coisa como dois milhões de dólares!
- Achas que eu tenho dois milhões de dólares?
- Devias ter pensado nisso antes de andares por aí a fazer apostas!
- Só podes estar maluquinho!
- Maluco? Tu é que deves estar maluco.
- Bem, és capaz de ter razão... mas vai pó caralho, não me chateies mais!

Foi nesta altura que eu lhe desliguei o telefone na cara. Quem é que ele pensa que é para me dar ordens? Está bem ele é eu, mas mesmo assim. Isso não lhe dá o direito de me andar a chatear.

Estava eu a comer o meu terceiro pacote de batatas Sr. Basílio (entretanto, já vos disse como são óptimas as batatas Sr. Basílio?), quando começam a bater frenéticamente à porta. Sim, era eu outra vez. Merda!! Mal abri a porta eu agarrei-me pelos colarinhos e encostei-me à parede.

- Tem calma - disse-me eu.
- Tem calma?? E se eu tivesse calma na tua cara?
- Isso é uma ameaça? - perguntei-me eu.
- Era... foi um bocado má não foi?
- Claro. Não podes ameaçar uma pessoa dizendo que vais ter calma numa parte do corpo dela.
- Eu se eu te disse-se que te ia arrancar as tripas e enfia-las no teu nariz até elas te sairem pelo cú?
- Hiii!! Olha aí acabei de comer.
- Muito?
- Um bocado. Vamos ficar-nos só por uns braços partidos.
- Sim, partir braços é bom... Eu vou-te partir a merda dos braços filho da puta!!!!!
- Os dois?
- Tu é que disseste braços.
- Mas não queria dizer os dois...
- Sabes que mais? Isto é estúpido.
- O quê? Discutir contigo próprio?
- Não, a estória toda.
- É um bocado manhosa é.
- A sério, onde é que isto vais dar?
- Não faço menor ideia.
- Sabes o que é esta Merda? Ele não faz um post já há algum tempo, e está tão desesperado, que está disposto a escrever qualquer coisa que lhe venha à cabeça.
- Patético...
- Pois é. Eu só espero que ele esteja só a atrofiar e não vá mesmo postar isto.
- Não, ele não fazia isso... ou será que fazia?

E foi por esta altura que Florence Nightingale carregou na tecla - Publish Post, e enviou este fatídico post para o blog, onde todos o podem ver. E isso foi, uma Grande Estupidez.

Mawete Sr.

Há pouco tempo passeava-me pelas ruas de Lisboa, quando sou abordadado por uma pequena criança loura com ar de psicopata:

-Do you speak english?
-More or less - respondi-lhe eu na minha bela pornuncia.
-I´m danish. Nice to meet you! - disse o jovem estendendo-me a mão.
-Oh... Danish the menace - realmente era muito parecido.
-No, you fucking idiot. Danish, from Denmark.
-Ah. Tá giro...
-Please do you know were i can find this so called Mahomet?

Pensei cá para mim, deve estar à procura do Mawete de certeza. Não sabia que ele era tão conhecido no estrangeiro...

-If you are looking for Mawete, you need to go to stadium of the light. Ask there for Mawete.
-You have been a big help. Muwahhh!!! Ahhh Ahhhh!! - riu-se ele maléficamente

No dia seguinte li no jornal que o Barbas tinha sido assassinado. Que estranho...


nota: pela primeira vez tentei escrever um post com alguma relevância político-cultural - a cena do puto ser dinamarquês e andar à procura de maomé, por causa dos cartoons tão a ver?. Mas depois lembrei-me do tipo de gente que lê isto, e se calhar é capaz de não fazer muito sentido. Vocês são uns merdas...

Carta de Amor

Quando penso em ti, ouço música. Começa tudo com um suave violino, e vai-se construindo uma belíssima sinfonia a partir daí.

Mas de repente, sem se perceber porquê, entra uma guitarra eléctrica. O que é que está uma guitarra eléctrica a fazer no meio de uma sinfonia de amor? Podes perguntar tu.

Também não sei se queres que eu te diga, mas como podes perceber, está tudo acabado entre nós. A culpa não é tua... é da guitarra eléctrica.

terça-feira, dezembro 27, 2005

Ultra Suspense

Benvindos a mais um episódio de... Ultra Suspense!

A história de hoje começa inocentemente com uma jovem menina que corre pela floresta. Ela tem às costas uma mochila, e parece estar assustada com alguma coisa. Mas o quê? Porquê que ela continua a olhar para trás? De que foge a criancinha? Estará alguem a persegui-la?

Mãe!!! - grita. Ela deve estar perdida. Pobre criança, completamente sozinha, a fugir sabe-se lá de quem. Se bem que ela pode estar a correr de encontro a alguma coisa. Já tinham pensado nisso? Se calhar há uma barraquinha de algodão doce ali perto e ela está apenas desejosa de açúcar.

Porquê que têm logo de assumir que é uma coisa má? Se calhar ela está a ir para a barraca do algodão doce e está só a chamar a mãe para ela ir lá ter. Afinal, é ela que tem o dinheiro [de notar que nesta frase, uma defeciente colocação da vírgula mudaria por completo o sentido da mesma].

Pensando melhor, que caralho é que estaria uma barraca de algodão doce a fazer no meio da floresta? É absurdo. Porquê que vocês me deixaram, sequer, continuar numa teoria tão idiota? Vocês gostam de ver as pessoas a falhar? É isso que vos dá prazer? Já agora, e só por curiosidade, quanto mais é que vocês me iam deixar continuar nesta ideia? Três parágrafos? Quatro? Cinco? Vocês metem-me nojo...

De qualquer das maneiras, veio-se a descobrir que ela estava a fugir de um bando de coiotes. O que estavam coiotes a fazer na floresta? Não faço menor ideia. Se calhar vivem lá. A grande verdade é que ninguém quer admitir que não há uma única pessoa no mundo que saiba ao certo qual é o habitat natural dos coiotes. Porquê que eles estavam atrás da nossa menina? - é oficial: adoptei-a como nossa, depois de tudo o que já passamos juntos, achei que era a quase uma obrigação. Parece que ela levava dois kilos e meio de trufas na mochila. E vocês sabem como os coiotes gostam de trufas. Lá está! Não sabem, mas também não sabem que não gostam. Meus amigos, a verdade é esta: ninguém sabe nada sobre os coiotes.

Mas onde é que está a mãe no meio desta excitação? No ar condicionado do seu Range Rover, claro. Vocês acham que ela ia sujar as suas novas botas de montanha, numa qualquer espécie de fungo? Nem Pensar.

A mãe olha para o seu relógio de diamantes: -São quase duas e meia! Onde é que se meteu aquela pirralha de merda?
Se a jovem não se despachar elas vão chegar atrasadas. Há gente à espera daquelas trufas! É aí que a mãe decide ir de carro ao encontro da filha, e dar-lhe uma lição.

Ela liga a ignição, mas quando estava pronta para arrancar, algo lhe desvia o olhar: Uma barraquinha de algodão doce! Mesmo ali no meio da floresta! E eles têm dos dois tipos: cor-de-rosa e branco. Neste momento a filha chega. A mãe desliga o carro e dirige-se com a filha para o "Psicológico" (era o nome da barraca).

O sr. atrás do balcão nem queria acreditar na sua sorte. Dois clientes! Isso é mais do que ele costuma ter numa semana. Qual semana, é mais do que ele tem num mês inteiro!

Toda a sua família achou que ele estava louco por abrir uma barraca de algodão doce no meio do nada. Mas ele ignorou os todos os conselhos que lhe deram, e gastou todas as suas poupanças num gerador eléctrico e noutras merdas que também são precisas para fazer algodão doce. Mas quem é que se está a rir agora? Bem... a família é que se continua a rir, claro. Quer dizer, é só uma mulher e a sua filha. Quanto algodão doce é que elas podem comer?
Sim... basicamente, ele tá fodido!

O que nos traz à moral da história: Nunca abram um stand de algodão doce no meio da floresta. Safam-se muito melhor com outra coisa. Churros, por exemplo.

segunda-feira, setembro 26, 2005

Escrita Livre

Às vezes, quando eu não sei sobre o que escrever, sento-me à frente do computador e começo a escrever a primeira coisa que me vem à cabeça. De vez em quando o resultado é pura magia, mas a maior parte das vezes, não passa de merda no seu estado mais degradante. O que vem a seguir é o resultado de um desses exercícios de escrita. Antes de começarem a ler deixem-me pedir desculpa desde já: Desculpem-me...

Yolanda vivia e trabalhava numa pequena vila chamada Lisboa. A sua profissão? Bailarina profissional.

Não fiquem com uma impressão errada, Yolanda não era uma daquelas bailarinas rascas que fazia strip para ganhar a vida. Antes pelo contrário, ela era uma dançarina clássica, treinada para excitar homens. Quando ela subia ao palco, ela prendia o pélvis naquela vara de metal. Subia por ali a cima, ficando de pernas para o ar, para depois deslizar por ali abaixo, e tudo isto sem usar as mãos ou os braços. Ela tinha um jeito natural...

Claro que por natural, não me estou a referir aos seus seios. De natural eles tinham muito pouco. Grandes e redondos como uma bola be Basket, alguns poderiam dizer, e não estavam de maneira nenhuma a exagerar. Usando uma técnica nada segura, o cirugião plástico usou bolas de Basket em vez do habitual silicone. É claro que não tinham tão bom aspecto como os implantes normais, mas Yolanda conseguiu desta maneira poupar o dinheiro que necessitava para comprar um picador de gelo. Picador esse, no qual ela já tinha os olhos há anos.

Nesta altura, eu não tenho bem a certeza para onde é que esta história está a ir. Há vários caminhos por onde eu podia enveredar. Mas depois, este blog mudaria a sua classificação de M/12 (maiores de doze - para quem não sabe), para M/18 (maiores de dezoito - para gente realmente estúpida). E isso seria mau. Porque todos aqueles putos que acabaram de fazer doze anos, e que achavam que agora poderiam ver a minha página, iam ficar muito chateados comigo.

Depois, sem eu me dar conta, uma data de putos, acabados de fazer doze anos, unir-se-ia numa espécie de culto de crianças, e elegeriam o puto com o ar mais sinistro para líder, e fariam uma sede, e punham uma fotografia minha gigante na parede. Depois, um dos putos ia dizer que não era só o Florence Nightingale que era mau, mas sim todos os adultos. Depois, o líder ia dizer que tinham de se livrar de todos os adultos que havia no Mundo. Depois, os outros putos iam olhar para o seu líder como se ele fosse completamente louco. Depois, o líder iria dizer: "Ou estão comigo, ou estão contra mim! Se não fazerm parte da solução, fazem parte do problema! Quem não me apoia que saia!!"

Nessa altura, todas as crianças começariam a levantar-se e a sair, tudo isto enquanto o puto sinistro gritava com eles do alto do seu palanque. Depois, os putos mandavam-lhe todos uma caralhada, e o puto sinistro ia ficar sozinho, apenas com uma fotografia minha na parede. Ele, então, olharia para a minha fotografia e juraria vingança.

Sem eu me apreceber de nada, tinha um puto, á porta de minha casa, com um monte de pedras da calçada, a emborcar litradas de cerveja (exatamente, essas dos pedreiros).

Não posso deixar que isso aconteça. Eu nem me importo com as pedras, mas eu não consigo ver uma criança, a degradar-se e a beber litradas de cerveja. Não consigo...

Por esta razão, tenho de acabar a história aqui. Espero que os mais velhos não fiquem chateados por terem perdido o vosso tempo a lê-la até aqui. No entanto, se algum de vocês ficou mesmo revoltado, e me quiser atirar com pedras da calçada, ou outro objecto pesado, estou à vossa espera. Só vos peço, por Deus, que se mantenham afastados das garrafas de 1 litro de cerveja. Não vale a pena, nada vale...

quinta-feira, março 10, 2005

Não tente isto em casa!!!

Sabem quando na televisão dizem: "Não tente isto em casa!!!" ? Bem, eu decidi tentar isso em casa. E deixem que vos diga... não é uma boa ideia.

A primeira coisa que eu decidi tentar, foi saltar de um precipício num carro movido a foguetes. Deixem que vos digue que não é nada fácil...

Eu não tinha ideia que era tão lixado encontrar um carro movido a foguetes. Nenhuma das principais marcas de carros que nós conhecemos os vende. Nem em leilões na Internet arranjei alguma coisa. Por isso decidi fazer o meu próprio...

O primeiro entrave foi logo quando eu tentei deitar as mãos a grandes quantidades de explosivos. Parece que agora, por causa da segurança, não se pode comprar dinamites nem explosivos como deve ser. Eu até fui tentar comprar aos Indianos que arranjam sempre os DVD's antes de saírem, mas nada feito, nem esses senhores tinham nada que me interessasse .

Daí que acabei por "NÃO FAZER AQUILO EM CASA", não por medo, mas porque não consegui. Por isso, vou fazer um repto ao apresentador do programa de televisão do livro Guiness (sim porque ele é um leitor assíduo do meu blog - grande abraço sr. Max Humphrey, se é que este é o seu nome verdadeiro): Quando estiver a apresentar o número do sujeito indiano que vai fazer amor com 21 Tigres Bengala enquanto come 2 kilos de escaravelhos da Etiópia, não diga: míudos não tentem isto em casa! - porque nenhum puto vai encontrar 21 Tigres Bengala e dois kilos de escaravelhos da Etiópia. Eu pelo menos não encontrei...

segunda-feira, março 07, 2005

Gente Feliz no barbeiro

Os meus amigos passam a vida a chatear-me por eu cortar o cabelo em cabeleireiros em vez de ir ao tradicional barbeiro de esquina. Vão-se foder é o que eu lhes costumo dizer. No entanto decidi voltar a dar uma hipótese ao típico barbeiro castiço e fui lá no outro dia.

Ia a passar na rua e vi uma placa gigante que tinha escrito: Barbeiro do Vítor. Entrei e comprimentei-o prontamente: "Bom dia Sr. Vítor!" - ao que ele me respondeu: "Eu não me chamo Vítor, o meu nome é Pitágoras!" - o que eu achei peculiar, pois nunca tinha conhecido ninguém chamado Pitágoras.

Pitágoras ajudou-me a sentar confortávelmente na cadeira e perguntou: "É o serviço completo?" - ao que eu respondi positivamente. Primeiro cortou-me o cabelo apenas com um pente e uma tesoura, o que eu achei fantástico. Quando eu me preparava para ir embora, Pitágoras impede-me e diz que falta a barba. Enquanto ele misturava a espuma numa tigela de alumínio, discutíamos futebol e política, o que foi espetacular. Depois, Pitágoras saca de uma navalha com uma lâmina de 15 cm, e eu perguntei se não havia outra maneira de ele me fazer a barba, tipo com uma Gillette Mach 3. Ele disse para não me preocupar, porque ele era um mestre naquilo que fazia e gostava de fazer as coisas à antiga. Tenho de admitir que ele fez um excelente trabalho, não só a minha pele estava macia como o rabo de um bebé longe das garras de Carlos Cruz, como nem um único corte tinha na face.

Levantava-me para ir embora, satisfeitíssimo com o trabalho de Pitágoras, quando este me empurra de volta para a cadeira a dizer que ainda não tinha acabado. "Não tinha pedido o serviço completo?" - perguntou-me ele. Ao que respondi positivamente, mas o que é que faltaria fazer?

Limpeza de pele. Parece que antigamente os barbeiros não só cortavam o abelo e faziam a barba, como também se encarregavam de limpar a pele dos seus clientes. Pareceu-me um pouco estranho, mas pensei: Porque não. Foi nessa altura que Pitágoras sacou de uma máquina que parecia ser um aspirador, e começou a sugar tudo o que estava à superficíe da minha pele. Tenho de admitir que a dor era agoniante, tanto que desmaiei passados apenas uns segundos.

Quando acordei outra vez, ainda a sentir aquela dor excruciante, deparo-me com uma situação deveras caricata. Os meus braços e pernas estavam presos à cadeira com tiras de cabedal e as minhas mangas estavam enroladas até cima. Olhei para o lado e vi Pitágoras a afiar uma faca num instrumento estranhíssimo. Perguntei: "O que é que se está a passar caralho?" - ele disse para não me preoupar, porque era assim que se fazia antigamente. Furioso, pergunto: "De quê que estás a falar?" - e a sua resposta fez-me parar o coração: "Derramamento de sangue!!"

DERRAMAMENTO DE SANGUE??????????? Este gajo só podia estar a brincar. Mas infelizmente, não estava. Devia saber, nesta altura, que Pitágoras nunca brinca em serviço. Ele disse que eu tinha espirítos maus no meu corpo, e deitar o sangue fora era a únia maneira de eles sairem. Eu disse que não me importava com os espíritos, e que eu e os espíritos tinhamos um acordo mútuo.

Mas Pitágoras era um homem que não aceitava um não como resposta. Ele deu-me um pedaço de camurça e disse: "morde isto om força, vai ajudar o sangue a escoar mais depressa" - eu disse que não queria, sequer, que o sangue saísse, e tentei-me soltar, em vão...
"Quieto! Maricas de merda" - gritou o barbeiro com nome de filósofo grego.
"Eu dou-lhe mais alguma guita, e a coisa fica por aqui, pode ser?" - tentava eu minimizar os estragos.
"Isto é para o teu bem !"
"Eu estou contente com o meu sangue, deixa-me em paz"
"Tu não estás a fazer o que eu te digo, e isto vai ficar merdoso..."

Olhei à volta prourando ajuda, mas não estava lá ninguém. Estava sozinho com Pitágoras...

"Vais sentir uma dor fortíssima, mas no momento em que os demónios sairem do teu corpo, vais-te sentir muito melhor" - disse Pitágoras.
Fiquei em pânico, tentei soltar-me, mas as tiras de cabedal estavam muito apertadas.
"Para quieto, seu filho da puta! Não percebes que isto é para o teu bem?" - Vociferou Pitágoras.
"Larga-me, seu maníaco psicopata" - gritei eu como uma pequena menina.
"Os espíritos estão a tomar conta da situação! Temos de trabalhar depressa!!!!"

Foi nessa altura que se abriu a porta. Era a bófia!!! Dois polícias entraram pela Barbearia do Vítor com as armas em punho: "Larga a faca, Pitágoras!" - comandou um deles, com uma estranha pornúnia algarvia.
"Vocês não percebem, eu estou a fazer-lhe um favor!" - defendeu-se Pitágoras.
"Tu não me estás a fazer favor nenhum, seu tarado de merda!!!" - gritei eu, claramente mais confiante, agora que a polícia tinha chegado.

Foi aí que Pitágoras pôs a faca no meu pescoço e me disse: "Fica fora disto, júnior!" - Pitágoras via muito cinema americano de fraca qualidade.
"Vá lá, Pitágoras... não me apetece ter de ligar para a morgue outra vez!" - disse o polícia deixando-me ainda mais em pânico.
"Cheguem-se só mais um bocado e eu corto-lhe a cabeça!!!!" - ameaçou o enraivecido barbeiro.

De repente, a porta das traseiras da barbearia abre-se, Pitágoras distrai-se com a entrada em cena de outra pessoa e é alvejado pelos dois polícias trinta e sete vezes no peito. Deixa cair a faca e um balde que também segurava. Cai também ele a seguir, no entanto, ainda com vida. A pessoa que tinha surgido pela porta das traseiras era nem mais, nem menos que...
Sim, adivinharam: Vítor. Vítor tinha acabado a sua pausa para almoço. Tinha comido favas, e ao que parece, estavam óptimas.

Os polícias soltaram-me da cadeira e chamaram uma ambulância para transportar Pitágoras para o hospital. Era tarde demais. Pitágoras tinha falecido, para grande tristeza minha. Quer dizer, claro que ele não passava de um psicopata que assassinava os seus clientes a sangue frio, mas as minhas patilhas nunca tinham estado tão bem.

quarta-feira, março 02, 2005

Dor misteriosa apoquenta Gente Feliz

Nunca repararam que tinham um dedo a sangrar mas não se lembram porquê? A mim está-me sempre a acontecer. O que só pode querer dizer uma de duas coisas: ou eu sou uma besta sem a mínima noção do que é que faço, ou tenho um problema de múltipla personalidade.

Óbvio que um problema de múltipla personalidade é uma terrível doença do foro psicológico. Mas ás vezes eu gosto de pensar, que talvez, uma parte de mim anda a ter uma vida paralela ao meu dia-a-dia, e talvez, essa parte até tenha uma vida mais interessante que a minha. Se calhar o meu dedo não está a sangrar devido a um acidente, mas sim por eu ter esmurrado um gajo ontem numa luta de bar. Se calhar até ganhei, quem sabe?

Se eu tenho uma dupla vida, como é que será que eu me chamo? Jorge? Não, é demasiado óbvio... Tem de ser algo que soe a medo logo à partida, tipo Ivan!

Já estou a imaginar os donos dos bares a temerem-me de morte: "Merda... é o Ivan!!!"
Claro que também vai haver aquele dono de bar que é novo e não é facilmente intimidável: "Ivan? Quem é esse gajo? Quero que o Ivan se vá foder!" E eu ficaria mais que feliz por lhe dar a resposta. Mas depois, para mostrar que não tinha ficado ressentido, levá-lo ia com todo o gosto ao hospital mais próximo. Talvez até lhe mandasse um postal a desejar as melhoras. Sim, porque o Ivan pode ser um gajo fodido, mas no fundo tem um coração de ouro.

Pronto, está explicado o corte no meu dedo. Mas há outra coisa que me anda a atormentar: hoje acordei com uma dor extremamente agudizante no tendão de Aquiles direito. Tive a por gelo no pé a manhã inteira e, com o frio que está, acabei por congelar a merda do pé. Agora vamos ver uma coisa, quem é que inventou esta merda? Dói-te alguma coisa, vai pôr gelo! Quem terá sido o masoquista? Será que ele não percebeu que o gelo é frio? Mas não interessa, quem quer que tenha sido o inventor desta cura do gelo, certamente que Ivan já lhe terá dado uma boa lição. Ou se não, está para breve.

Voltando ao meu tendão de Aquiles... não percebo como é que eu me posso ter magoado se eu nunca faço exercício. Por isso, isto não foi aquele tipo de lesão que surgiu depois de eu estar a fazer sprints, a levantar pesos ou a saltar á corda. Não, só pode haver uma explicação... Ivan!!!! Nem mais. Essa gajo deve ter ido fazer um jogging ontem à noite depois de eu adormecer, e não deve ter feito os alongamentos antes. Por isso cá estou eu a coxear como um idiota. Obrigadinho Ivan. Se não fosses um gajo tão fodido como és, tinhamos umas conversinhas.

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Também há Gente Feliz podre de rica

Já repararam que grande parte dos espetáculos de stand-up não tem muita graça para vocês? Isso é porque existe vários tipos de pessoas com diferentes gostos, e nem sempre o espetáculo em questão é direccionado para o vosso tipo.

Eu pessoalmente tomei uma decisão. Quando fizer um show de stand-up, vou faze-lo unica e exclusivamente para um tipo de gente que me agrada bastante: os "podre de ricos"!

Chego ao palco e imediatamente consigo uma gargalhada geral devido à roupa que estou a usar. Já os tenho numa boa disposição, agora posso lançar as piadas.
"Boa noite a todos! A semana passada tive de levar o meu Lamborghini à oficina. OUTRA VEZ!!!" [pausa para risos] "É o costume não se pode confiar nestas máquinas. Estou a pensar em trazer sempre um dos meus empregados atrás num dos meus Porsches para o caso do meu Lamborghini se avariar, OUTRA VEZ!!!" [pausa para ainda mais risos]
"É impressão minha, ou o caviar está cada vez pior? Eu não sei o que é que estes gajos andam a inventar, mas acho que estão a tira-lo de um buraco diferente. Se é que me entendem..." [pausa para gargalhada por parte dos homens e leve sorriso por parte das mulheres]
"Ontem à noite tive uma discussaõ com o meu chef. O gajo não me quis fazer waffles! Está bem que eram 3 da manhã, mas para quê que eu pago a este cabrão? Para me fazer a merda de uns waffles às 3 da manhã!!!!" [pausa para aplausos - os podre de ricos têm esta faceta, são muito solidários uns com os outros contra os seus chefs]
"De manhã, na auto-estrada, vou sempre pela faixa da direita. Se forem apanhados qual é o problema? Vai custar-vos O quê? 300 Euros? Se é que me entendem" [pausa para risos de desprezo para com os pobres] - aponto para um gajo na fila da frente e digo, acenando positivamente: "Este senhor entende-me..." [pausa para gargalhada geral]
"Não, mas temos de vez em quando de nos lembrar daqueles menos afortunados do que nós [pausa dramática]... para logo a seguir nos esquecermos deles outra vez" [pausa para gargalhada geral] - aponto para a mesma pessoa outra vez e digo: "este senhor sabe, definitivamente do que é que estou a falar..." [misturam-se palmas com gargalhadas, há pessoas que já nem conseguem estar sentadas, conquistei-os definitivamente]
"Bem, tenho que me ir embora, para casa, e acordar o meu chef. Estão-me mesmo a apetecer umas ostras... Para falar a verdade, não estão. Está-me só a apetecer vê-lo a prepara-las para mim." [público todo de pé, brinda-me com sonora salva de palmas]

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

Correntes de e-mails

Parabéns!!! Acabou de ganhar o tesouro do Rei do Bungerleighstão!!!
Para reclamar esta preciosa preciosidade, basta-lhe copiar este texto para um e-mail, e envia-lo para todos os seus contactos e dar-lhe o título: Vou ficar rico!
Simples não é?

Devo no entanto informá-lo que tem apenas 17 minutos para o fazer, caso contrário algo muito mau lhe poderá acontecer.

O sr. Mateus não enviou esta mensagem nos 17 minutos que dispunha, e enquanto estava a escrever no computador do seu escritório caiu-lhe uma bigorna (como aquelas dos desenhos animados) em cima da cabeça, desfazendo-lhe o crânio. O que é que fazia uma bigorna pendurada no tecto do escritório do sr. Mateus? Isso ninguém sabe, mas considerem-se avisados!!!

Criadores de correntes de e-mails, parem de atormentar Gente Feliz que apenas quer viver o seu dia a dia!!!

Gente Feliz a ser explorada na Suiça

Ouvi dizer que Gente Feliz está a ser raptada por empresários suiços de sucesso do ramo da relojoaria, com o intuito de os obrigarem a trabalhos forçados numa fábrica suiça, de relógios, claro está.

À beira da morte, estas pessoas apenas sobrevivem devido a uma ração semanal de chocolate suiço.

Empresários suiços de sucesso, se estão a ler isto: Parem de raptar Gente Feliz para trabalhar nas vossas fábricas de relógios!!!

E já agora porquê que um país neutro como a Suiça precisa de tantos canivetes?????

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Cá estamos...

Deviam ter vergonha...
Como é possível tirar a felicidade a gente tão feliz?